DESEJO DE ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL E MOBILIDADE MANTIDA TÊM AUMENTADO A PROCURA DA POPULAÇÃO IDOSA PELA INGESTÃO DE WHEY PROTEIN
A perda de massa muscular acentuada, condição conhecida como sarcopenia e que pode afetar idosos, tem tirado o sono da população 60+, preocupada com os prejuízos decorrentes, como fraqueza, quedas e fraturas. De olho em uma longevidade com qualidade de vida, mobilidade e autonomia, essa faixa etária tem encontrado nos suplementos, como o whey protein, a esperança de um forte aliado na manutenção de massa muscular.
A redução de músculos é um processo que começa de forma gradual a partir dos 30 anos, mas que se acelera significativamente depois dos 50 anos, momento a partir do qual, em média, uma pessoa pode perder até 1% de sua massa muscular, caso não se exercite e se alimente adequadamente, ressalta o médico cardiologista do esporte e do exercício no Hospital Moinhos de Vento, Anderson Donelli (Cremers 31317):
“Um dos principais fatores que contribuem para a perda de massa muscular é a queda no consumo e na eficiência de utilização de proteínas, o que torna ainda mais importante uma ingestão adequada de alta qualidade ao envelhecer”.
Acontece que, conforme explica o endocrinologista do Hospital Moinhos de Vento Rogério Friedmann (Cremers 11911), muitos fatores podem resultar numa diminuição da ingestão de proteínas quando a idade avança, entre eles está a dificuldade de mastigação.
“Muitos idosos têm problemas para mastigar, o que inclui falhas dentárias e prótese mal adaptada, e até mesmo uma certa dificuldade para engolir. Então, a primeira coisa a ser vista é se o aparelho mastigatório da pessoa está funcionando bem. Mas, como tudo em saúde, é uma questão multifatorial (a da dificuldade de ingestão proteica). Com mais idade, por exemplo, a gente muda um pouco a capacidade do paladar. Então, idosos muitas vezes acham que a comida ficou monótona. Outras vezes, é o contrário disso, que se expressa em relativa inapetência.”
Não raro acontece, entretanto, que mesmo que sejam controladas essas variáveis que dificultam a alimentação de um idoso, seu corpo continua não recebendo a quantidade apropriada.
“É o momento em que vamos propor a suplementação. E mil maneiras de fazer isso. O whey protein tem sido bem aceito, mas existem pessoas que não podem, por exemplo, aportar com pó, podendo ser misturado com muitas coisas”, diz Friedmann.
Coordenador da equipe multiprofissional de terapia nutricional do Hospital Moinhos de Vento, o nutrólogo, internista e intensivista Sergio Henrique Loss (Cremers 15192) lembra que é importante escolher um whey de alta qualidade, que seja rico em proteínas e pobre em lactose e gordura; e que existem vários tipos disponíveis no mercado. Entre eles, os que costumam ser mais indicados aos idosos são aqueles em versão isolada ou hidrolisada, por sua melhor digestibilidade e absorção.
INGESTÃO DIÁRIA DE PROTEÍNA
- A quantidade de proteína necessária por dia normalmente oscila entre 0,8 e 1,2 g por quilo de peso corporal.
- Exemplo: a ingestão diária para uma pessoa de 65 quilos pode variar entre 52 g e 78 g.
ALERTAS DE USO
O whey protein é bastante seguro, mas algumas condições devem ser discutidas junto ao médico, pois requerem abordagens individualizadas:
- Alergia ao leite
- Intolerância à lactose
- Insuficiência renal sem terapia de substituição
- Cirrose
“Entendo que não existe um momento protocolar para se iniciar a suplementação. Mas quanto antes o indivíduo se dedicar a hábitos considerados saudáveis, como exercício, sono adequado, alimentação saudável, associado ao uso do suplemento, maior a chance de melhora da imunidade, capacidade e longevidade”, afirma Loss.
PODE CONSUMIR SEM TREINAR?
Não que consumir whey protein sem treinar seja proibido, mas o cardiologista do Esporte Anderson Donelli lembra que, para ganho de massa muscular, é preciso se exercitar. E não se trata de qualquer atividade física.
“O consumo de whey protein sozinho tem efeito limitado. A combinação com exercício físico, especialmente o treinamento de força, como a musculação, é essencial para promover ganhos reais de massa muscular”, alerta o médico.
Todos os médicos ouvidos foram unânimes em ressaltar a necessidade de consultar um especialista para entender a quantidade e a forma apropriada de consumir este ou outros suplementos.
Fonte: Moinhos Medical Review

